
Ter um endereço oficial, algo simples para grande parte da população brasileira, passou a ser realidade para milhões de moradores de favelas e comunidades urbanas. O programa CEP para Todos, do Governo Federal, avança na etapa de mapeamento detalhado dos territórios periféricos para garantir um código postal a cada rua, viela, travessa ou beco, ampliando o acesso a direitos e serviços básicos.
Lançado em novembro de 2024, dentro do programa Periferia Viva, o CEP para Todos já garantiu ao menos um código de endereçamento postal para todas as favelas do país. A iniciativa alcançou mais de 12 mil comunidades, onde vivem cerca de 16 milhões de pessoas, marcando um passo histórico no enfrentamento da invisibilidade territorial.
Do CEP coletivo ao endereço por logradouro
Agora, o programa entra em uma nova fase. Técnicos passam a realizar o mapeamento intra-territorial das comunidades, identificando ruas, vielas e becos para criar o CEP por logradouro. Isso permite que cada domicílio tenha um endereço completo, com rua, número e código postal próprios.
Segundo a Secretaria Nacional de Periferias, a medida representa mais do que organização urbana. Trata-se de reconhecer oficialmente os territórios e integrá-los à malha de serviços públicos e privados do país. Além do endereçamento, a iniciativa também prevê a ampliação da presença dos Correios dentro das comunidades.
Impacto direto na vida das famílias: O trabalho já ocorre simultaneamente em 10 estados brasileiros. Até o momento, 870 novos CEPs foram criados em cidades como Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro. Em São Paulo, moradores de comunidades como o Morro da Lua, na zona sul da capital, já recebem correspondências diretamente em casa, algo inédito para muitas famílias.
Com o endereço oficial, moradores passam a conseguir comprovar residência, acessar empregos formais, matricular crianças na escola, contratar serviços e acionar atendimentos de emergência. O CEP deixa de ser apenas um número e passa a funcionar como porta de entrada para políticas públicas e direitos sociais.
Endereço como instrumento de cidadania: A expectativa do Governo Federal é concluir, ainda neste ano, a implantação dos CEPs por logradouro nas comunidades atendidas e ampliar a oferta de serviços postais nos territórios. O programa é desenvolvido em parceria com o Ministério das Comunicações, os Correios e o IBGE, integrando dados territoriais, mapeamento urbano e políticas de inclusão.
Ao reconhecer oficialmente ruas e casas das periferias, o CEP para Todos reforça o papel do endereço como instrumento fundamental de cidadania, dignidade e pertencimento urbano.
Com informações da EBC/Canal GOV – programa Brasil em Dia.
Veja também: reportagem completa no Canal GOV sobre Programa CEP para Todos leva endereço oficial às favelas